21.1.08

Wind at my back

Quando iniciei este blog escolhi um nome que achei legal: Control+Atl+Del. E até fiz menção às diversas vezes em que nos é necessário dar um reboot nas nossas vidas. É preciso recomeçar, mudar, quebrar paradigmas e olhar a realidade através de outros pontos de vista. É preciso iniciar algo novo, retomar uma atividade abandonada, manter os planos sob uma ótica renovada... Enfim, a metamorfose é necessária.

Às vezes as mudanças vêm por conta de uma modificação interna, outras vezes porque surgiu uma novidade ao nosso redor. No mais das vezes é o conjunto dessas duas causas que nos transforma: passamos por um processo que nos deixa "prontos" para receber os fatos que se dão externamente de forma que assimilamos tudo de modo quase automático... Ou, melhor dizendo, natural.

Eu vinha passando por esse processo. Ele se deu de forma lenta, mas resultou num fechamento que, se não afastou as pessoas de mim, também não colaborou para que elas se aproximassem. Alguns sentimentos que são responsáveis por tantas alegrias (mas também tristezas) me fizeram tão mal que resolvi deixá-los de lado e não lhes dar mais atenção. E uma parte de mim foi mirrando devagar, se escondendo e se protegendo, criando uma couraça que eu, ultimamente, tinha orgulho em exibir. Fazia com que eu me achasse forte, auto-suficiente, dona de mim mesma. Claro que às vezes sofria - também escondida - por saber que algo tão maravilhoso e responsável por tantas situações felizes estava inerte em mim, e eu, em alguns momentos de devaneio, cheguei a pensar que nunca - sim, nunca! - mais iria me apaixonar por ou amar alguém.

Mas essa couraça, que parecia tão forte, se quebrou. E se quebrou como um cristal fininho que cai no chão, espatifou-se em mil pedaços que não poderiam ser reunidos nem que se quisesse, e me deixou vulnerável. Talvez vulnerável não seja a palavra adequada porque sugere fraqueza, e desde que isso aconteceu eu nunca me senti tão verdadeiramente forte. Acho que na verdade me abri. Baixei minhas defesas, pus as armas de lado e me abri para receber um oi e um sorriso, e me permiti horas de conversa sem vestir uma máscara, sem me conter para não parecer outra pessoa, horas em que fui eu mesma, e que me deixei conquistar. Permiti e quis um beijo no final porque sabia que aquele seria o primeiro mas nem de longe o último, e hoje sei - e assim espero - que o último não vai chegar nunca...

Eu me apaixonei de novo e não tenho vergonha de gritar isso para que todo mundo possa ouvir. Até pareço uma missionária pregando as vantagens de se converter a minha religião, ou uma vendedora anunciando as qualidades de um produto: estou apaixonada, amo esse sentimento e quero que todo mundo sinta o mesmo. Eu me apaixonei como nunca pensei que fosse acontecer comigo e isso me deixou feliz, simplesmente feliz.

Hoje dou bom dia até para os passarinhos e pareço uma adolescente ao sorrir durante o dia todo, suspiro só de pensar em quando estivemos (e estivermos) juntos e faço planos, planos e mais planos para nós dois.

E o melhor de tudo isso é que é reciproco. Não é maravilhoso?

A você, Felipe. Obrigada por quebrar meu cristal, por mudar minha vida e por me fazer tão feliz.

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