10.10.08

THE (RE) START OF SOMETHING BEAUTIFUL
Porcupine Tree - o (re) foi por minha conta


Hehehe eu tenho é vergonha desse blog. Demoro um tempão pra postar, ninguém lê nada por aqui (na verdade, nem eu) e o coitado fica jogado às traças. Mas é assim mesmo, sempre tem algo que a gente põe de lado mas que ainda assim se queda num canto lá, paradinho, esperando chegar a vez de receber atenção. Se tiver fazendo uma carinha de sofrimento, então o "algo" está aplicando o famoso GMT*.

Cada vez mais acho massa esse nome do blog. Não que ele seja a última novidade mais recente ultimate mais atualizada, mas porque o reinício significa muito pra mim. Parece que estou sempre reiniciando algo. E, cada vez que reinicio, procuro salvar as coisas boas aprendidas na última versão, ao mesmo tempo em que tento melhorar os bugs que apareceram (que papo de nerd, né?).

Mas é isso mesmo. As coisas pra mim mudam, de certa forma, de uma maneira muito rápida. Eu até me assustava com isso porque não dava pra criar relações e situações sólidas com tantas mudanças, e eu não me esforçava muito para manter em meu redor o que me fazia bem. E mais uma vez, apesar do medo, dei um control alt del e deixei pra trás um monte de coisinhas, mas, dessa vez, espero que este tenha sido o último reinício de que precisarei, pelo menos por um bom tempo.

Pois bem, a versão 2.6quase7 está nos trinques! ;) Pode parecer piegas, mas estou realizando um sonho que sempre tive, que é cantar numa banda! Além disso, nunca estive tão cercada de pessoas tão legais, e tão diferentes, e que me acrescentam tanto. Apesar das coisas boas, a versão já apresentou alguns bugs, mas vários outros foram resolvidos, e eu acho que os bugs não solucionados vão ser fixados nesta versão mesmo, não vou querer um control+alt+del tão cedo.

Pois é. Um novo começo (mais uma vez). E dessa vez é de com força! ;)

*GMT = Golpe do Menino Triste. Sabe quando você vai a uma festa e sempre tem um menino com cara de triste encostado numa parede, só olhando o movimento? Ele está, na verdade, sendo esperto e aplicando a tão famosa tática de ficar com cara de "mamãe quero colo", o que atrai uma leva de garotas querendo descobrir o que há de errado com o cara e, por fim, consolá-lo. Ele vai terminar a noite se agarrando com alguém. MAS ATENÇÃO! Esse golpe só funciona se o aplicador for menino. Se for menina, os rapazes vão pensar que a moça está emburrada mesmo e não vão querer conversa com ela. Confiem em mim, já tentei aplicar o golpe e não deu certo. ;)
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Só pra finalizar, eu me pergunto se deveria apagar os traços das versões anteriores. Honestamente, acho que não. As "vidas" de antes me fizeram chegar até hoje do jeito que sou, e representaram momentos importantes, seja pela beleza, pela felicidade ou pelo sofrimento. Quem me conhece agora tem o direito de saber o que já me fez sorrir e chorar, o que fez parte do meu passado. Porque apagar um texto é fácil, mas não dá pra apagar as memórias e nem os reflexos do acontecimentos passados em quem somos.

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Eu deveria ir dormir! Mas com Opeth tocando fica difícil. Apertar stop não é uma opção. No entanto, sempre posso esperar sonhar com o Arkefeldt. (L) É, deveria ir dormir mesmo.

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Opeth - The Baying of the Hounds (juntamente com a interferência da rádio religiosa nas caixas de som ¬¬)

21.1.08

Wind at my back

Quando iniciei este blog escolhi um nome que achei legal: Control+Atl+Del. E até fiz menção às diversas vezes em que nos é necessário dar um reboot nas nossas vidas. É preciso recomeçar, mudar, quebrar paradigmas e olhar a realidade através de outros pontos de vista. É preciso iniciar algo novo, retomar uma atividade abandonada, manter os planos sob uma ótica renovada... Enfim, a metamorfose é necessária.

Às vezes as mudanças vêm por conta de uma modificação interna, outras vezes porque surgiu uma novidade ao nosso redor. No mais das vezes é o conjunto dessas duas causas que nos transforma: passamos por um processo que nos deixa "prontos" para receber os fatos que se dão externamente de forma que assimilamos tudo de modo quase automático... Ou, melhor dizendo, natural.

Eu vinha passando por esse processo. Ele se deu de forma lenta, mas resultou num fechamento que, se não afastou as pessoas de mim, também não colaborou para que elas se aproximassem. Alguns sentimentos que são responsáveis por tantas alegrias (mas também tristezas) me fizeram tão mal que resolvi deixá-los de lado e não lhes dar mais atenção. E uma parte de mim foi mirrando devagar, se escondendo e se protegendo, criando uma couraça que eu, ultimamente, tinha orgulho em exibir. Fazia com que eu me achasse forte, auto-suficiente, dona de mim mesma. Claro que às vezes sofria - também escondida - por saber que algo tão maravilhoso e responsável por tantas situações felizes estava inerte em mim, e eu, em alguns momentos de devaneio, cheguei a pensar que nunca - sim, nunca! - mais iria me apaixonar por ou amar alguém.

Mas essa couraça, que parecia tão forte, se quebrou. E se quebrou como um cristal fininho que cai no chão, espatifou-se em mil pedaços que não poderiam ser reunidos nem que se quisesse, e me deixou vulnerável. Talvez vulnerável não seja a palavra adequada porque sugere fraqueza, e desde que isso aconteceu eu nunca me senti tão verdadeiramente forte. Acho que na verdade me abri. Baixei minhas defesas, pus as armas de lado e me abri para receber um oi e um sorriso, e me permiti horas de conversa sem vestir uma máscara, sem me conter para não parecer outra pessoa, horas em que fui eu mesma, e que me deixei conquistar. Permiti e quis um beijo no final porque sabia que aquele seria o primeiro mas nem de longe o último, e hoje sei - e assim espero - que o último não vai chegar nunca...

Eu me apaixonei de novo e não tenho vergonha de gritar isso para que todo mundo possa ouvir. Até pareço uma missionária pregando as vantagens de se converter a minha religião, ou uma vendedora anunciando as qualidades de um produto: estou apaixonada, amo esse sentimento e quero que todo mundo sinta o mesmo. Eu me apaixonei como nunca pensei que fosse acontecer comigo e isso me deixou feliz, simplesmente feliz.

Hoje dou bom dia até para os passarinhos e pareço uma adolescente ao sorrir durante o dia todo, suspiro só de pensar em quando estivemos (e estivermos) juntos e faço planos, planos e mais planos para nós dois.

E o melhor de tudo isso é que é reciproco. Não é maravilhoso?

A você, Felipe. Obrigada por quebrar meu cristal, por mudar minha vida e por me fazer tão feliz.

14.1.08

CRONOLOGIA BIOLÓGICA MUSICADA

Até 4 de janeiro de 2008:
"Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito, exijo respeito, não sou mais um sonhador. Chego a mudar de calçada quando aparece uma flor, e dou risada de um grande amor."

Após 4 de janeiro de 2008:
Hah, agora complicou. São tantas, mas tantas as músicas nas quais eu pensei. Mas creio que uma dos Beatles (sempre eles, sempre) explicaria da melhor forma o que estou sentindo hoje:

In My Life - The Beatles
There are places I'll remember
All my life, though some have changed
Some forever, not for better
Some have gone and some remain

All these places had their moments
With lovers and friends I still can recall
Some are dead and some are living
In my life, I've loved them all

But of all these friends and lovers
There is no one compares with you
And these mem'ries lose their meaning
When I think of love as something new

Though I know I'll never lose affection
For people and things that went before
I know I'll often stop and think about them
In my life I love you more


Preciso dizer mais nada não, né? Ninguém lê isso mesmo, mas um dia o responsável por me fazer cantar musiquinhas de amor vai acabar caindo aqui e lendo que eu já alardeio para todos os cantos como estou feliz com ele.

E como amor que é amor é grande e a gente não enjoa, vai outra canção que não sai da minha cabeça enquanto penso nele:


Fly me to the Moon (Frank Sinatra)
Fly me to the moon
Let me sing among those stars
Let me see what spring is like
On Jupiter and Mars
In other words, hold my hand
In other words, baby kiss me
Fill my heart with song
Let me sing for ever more
You are all I long for
All I worship and adore
In other words, please be true
In other words, I love you


Só um loirinho pra fazer isso comigo. É, dizem que as loiras são perigosas, agora eu vi que os loiros também são. Já eu vou continuar com minha ruivice, porque, ao contrário do que afirmam por aí, as ruivas é que se divertem mais! ;)